segunda-feira, 28 de setembro de 2015

devil in me


É pertinente como buscas.
Encontras-te nas mais pequenas coisas, no entanto, perdes-te sempre na conclusão. Falas barato sobre uma confiança que dizes possuir. Mas desmoronas-te na primeira questão.
E nesse jogo de interesses baratos, eu sou o teu dealer. Dou-te a próxima cartada, minada como se quer. Levas, sem entender, o bolso vazio no final do jogo.
Tenho um pacto com o diabo. Marcado no meu corpo.



E acredita que fazes parte dele.



nua

despi-me para ti.
hoje é só isso.
nua.






neste nosso segundo

Ao pé de ti descomponho-me sempre. Perco a noção, não consigo perceber quem sou.
Falo em sorrisos, explico-me em olhares.
Todo o meu corpo responde à chamada do teu.
O peito aperta, a boca seca. o corpo pede corpo.
É desconcertante.
Onde nos vai levar isto!?
Quero perder.me em tudo o que não me queres dar.
Quero fugir, quero escrever, quero gritar, gritar até as palavras me faltarem.
Quero que me oiças, que grites, que chores..
Pinta comigo, escreve comigo.. Ajuda-me a construir este castelo de estrelas.
Deixa-me terminar o mapa do teu corpo para que um dia não me perca em ti.
Fecha a porta que deixamos entreaberta e vamos.
Chega de me deitar com o teu cheiro em mim, de adormecer a pensar como seria se..

Chega!

Quero tudo e mais do que temos. Quero, mas quero já.
Vens?

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

texto marcado a vinho

E de nada entras-te, não em mim.
Entendendo a diferença carnal entre ambos, entras-te.
Fizeste me repensar o que queria, quando queria e porque o queria.
E da mesma forma como me cativas-te, perdes-te-me na mesma nota, sem nunca trocarmos o mesmo compasso de guitarra que ambas gostámos de ouvir.
Tiveste-me por segundos..


Talvez num outro segundo..

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

utopia

O desejo adensava-se com a conversa. Podia sentir-se a tensão dos olhares, o desejo dos actos que subia, enquanto os dois se aproximavam. A conversa era somente um pretexto que neste momento pouco interessava, a simbiose já tinha sido conseguida. E o esforço não tinha sido muito.
Encontraram nelas a mística perfeita que sempre pretenderam encontrar, era fácil, como se tivesse sido criado muito antes de se quer existirem. Antes da criação dos tempos.

 Aquela história, a utopia mais que perfeita.

sábado, 25 de julho de 2015

love is...



“Eu tenho ideias para romances. Ela tem ideias para a vida. E eu não sei o que é mais importante.”

domingo, 31 de maio de 2015

desgosto

Há alturas mais fáceis de superar do que outras.
E esta, que deveria ser uma altura de felicidade e crescimento tornou-se o oposto.
Saí de casa, moro com a minha namorada e estamos quase a completar um ano de namoro. E é sem dúvida, um relacionamento que me deixa tremendamente feliz e realizada.
Mas (há sempre a puta do mas) na minha casa isso não foi um processo fácil de aceitar. Afinal, poderia ser só uma fase.

Não está a ser fácil..


sexta-feira, 22 de maio de 2015

acho q preciso de ajuda

Não tenho pachorra para esperar. Não faz parte de mim. Claramente que nem me entra na pele. Sempre que penso que deveria ficar e lutar pelo principio básico de auto-controlo, descontrolo-me.
Não há vida nem tempo para esperas.
Espera-se tempo de mais pelos que demais que nós rodeiam.
E não quero.
Sou demasiado senhora do meu nariz para isso, até mesmo para o meu próprio bem.

É a vida, é de mim, eu sou assim.

i'm back

"amor é um termo polissémico. tanto quer dizer "fica comigo para sempre" como "estavas bem era na puta que te pariu"


just saying 

terça-feira, 19 de maio de 2015

alessandra



Sigo para uma nova casa.
Mas não deixarei esta.

sigam-me por lá.

convosco é um caminho melhor


manifesto.blogs.sapo.pt

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

#playingonrepeat

Fazes-me bem.
Como algo tão estranho, numa dor prazerosa, me dei a ti.
És-me agora pedaços de mim. Estilhaços de mim estão cravados na tua pele, a pele em que me perco, onde troco feridas abertas de prazer, nessa mesma pele que toca a minha, nessa mesma pele que me penetra.
És, em mim, um pedaço que eu quero guardar.
E porque não digo, mas em todas as vezes em que me dizes amar, eu te amo também.
Para ti.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

DESAFIO

Conta-me um segredo.
Algo que jamais ousas-te contar a alguém.
Partilha comigo a intimidade do teu ser.
Em anónimo. Farei o mesmo.


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Consumo de Amor

És-me momentos opostos de consumo.
Apeteces-me em momentos impróprios, em horas de fecho, onde a vergonha de pedir, vence a própria fome. E em consumos comuns, fazes-me divagar o valor da ementa, ao petiscar entre todos os pratos.
És-me uma esfera condescendente de prazer, vulgando o prazer como palavra chave.
Brindo por fim, aos bons momentos de consumo que falam de desejo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

insónia


A chuva caía de forma densa sobre o vidro da janela da cozinha, caía de forma tão violenta, que se assemelhava a pequenas pedras a baterem repetidamente. Era tarde, cerca das 3 da manhã, o despertador a meu lado piscava numa luz vermelha as horas, que se traduziam na minha cabeça numa contagem decrescente até ouvir o som barulhento e irritante do despertador que me manda levantar do macio dos meus lençóis. Em qualquer outra ocasião, o barulho da chuva sempre provocava em mim o embalamento, mais eficaz que muitos medicamentos, mas hoje não se tratava do caso, tinha-me acordado perfeitamente, talvez do intenso barulho que se ouvia, ou então porque a minha cabeça minada de preocupações não deixava adormecer.

Levantei-me e dirigi-me até a sala, acendi a televisão, pouca coisa interessante estava a dar aquela hora, nem a pornografia que passava era picante, ficou a dar uma série que parecia interessante, foi até a cozinha, um copo quente contra as insónias, é o melhor remédio, disse-me sempre a minha mãe, talvez sobre isto ela tivesse alguma razão no que diz. Aqueci e juntei um pouco de mel, gosto do sabor do mel ao derreter lentamente com o leite quente. Sentei-me completamente tapada por uma manta no sofá grande da sala, uma manta que tinha lá ficado há algumas noites atrás, de pernas cruzadas.

Pousei o copo, após beber o leite adocicado pelo mel, relaxei completamente o corpo deitando-me desengonçadamente tapado sobre o sofá. Senti-me relaxada, e a chuva que batia agora de forma mais amena conseguia acalmar-me, e até a série que passava na televisão era serena. Subitamente, ouvi um estrondo enorme na cozinha, como se tivesse partido algo volumoso, como o jarrão que eu tenho sobre a bancada da cozinha com algumas flores que me tinham oferecido. Estranhei, e de forma repentina, voltei a sentar-me no sofá, completamente desperta. Agarrei, instintivamente na tesoura que estava em cima da mesa da sala, uma tesoura de alfaiate que uso para pequenos arranjos.

Ouvi pequenos passos no chão da cozinha, separada da sala por uma fina parede de tijolo, senti o meu batimento cardíaco aumentar exponencialmente, levantei-me, de tesoura na mão em direcção à porta. Tentei ouvir a origem do barulho, mas não conseguia perceber, vi uma sombra agachada perto da mesa, mexia-se como se tentasse apanhar algo, o meu telemóvel estava no quarto, mas para o alcançar teria que acender uma luz para o encontrar..

“TRRRRRIIIIIIIMMMMM”

Era a minha campainha, mas nunca ninguém me tocava tão tarde à minha porta, a sombra que vi, desapareceu pela minha janela enquanto eu me tinha distraído a olhar para a porta. Acendi a luz da cozinha e não vi ninguém, lembrei-me somente ao segundo toque de atender a porta, ainda de coração acelerado percebi quem era. O meu ex-namorado, a esta hora, é tao estranho, tínhamos acabado a cerca de dois meses e desde essa altura que nos tínhamos afastado. Abri-lhe a porta e deixei-o entrar.

Estava meio molhado quando entrou, tinha-o deixado tempo de mais a espera para o deixar subir, continuava igual, lindo, era incrível como o que eu sentia por ele e que eu pensava ter desaparecido tinha ficado parado no tempo, como congelado, esperando o tempo certo em que eu o voltasse a ver para voltar com a mesma intensidade com que tinha adormecido.

- Fábio, o que fazes aqui? – Completamente surpreendida. O seu cabelo estava encharcado, os seus olhos âmbar salientes pela água da chuva que lhe escorria pela face. Os seus caracóis rebeldes apareciam, timidamente agora.

- Precisava de te ver  – disse-me ao aproximar-se de mim

segunda-feira, 4 de agosto de 2014



A Amelie volta para breve.
E cheia de saudades deste canto :/

(Eros, deixa-me o teu email, sff)


quinta-feira, 31 de julho de 2014



Descobri o caminho para a felicidade..



terça-feira, 15 de julho de 2014


Desenhar feito por mim.
Na realidade o panda tem um duplo significado. Alguém quer tentar descobrir? 



terça-feira, 8 de julho de 2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014


 Já não sei o que sinto.
Escolho quem?!